Quarta-feira, Novembro 29, 2006

The Things As They Really Are...

Bigoo


You Must Choose:
Do You Wish To See Nothing,
Or Do You Want
To SeeThings As They Really Are?
It Is Not Hard To See Things
As They Really Are,
It Is Simply A Matter Of Tearing Down Walls,
Ridding Oneself Of Defenses And Presumption,
Rendering Oneself Vulnerable,
An Idiot,
A Fool.
But It Is Not Easy To See Things As They Really Are,
Because It Is Painful,
It Is Real, It Requires Response,
It's An Incredible Commitment.
To Suffer At Every Moment Utter Madness.
To Go All The Way Is To Become Sane.
Most People Prefer Blindness.
But Most People Are A Dying Race...
...Paul Williams

Terça-feira, Novembro 21, 2006

Cada grão de chão onde me afundo abraça-me e acaricia o que resta dos destroços perdidos do meu amor próprio...é melhor deixar o amanhã viver...


Olho em redor da minha existência,vejo aquilo que outrora foi um prenúncio de futuro... possível...
Desenhado nas cinzas dos medos ...
Escondidos nos espelhos onde um único reflexo se divide em arco-iris esborratados de cinzentos e pretos...
Será que alguém sabe o que é ser feliz? Porque hoje estou feliz mas faltam-me as letras para escrever a felicidade...
Poderá o cinzento tingir-se de ouro e azul cobalto...
Serão essas as cores de um sentimento tão efémero como os segundos que juntos construíram os dias e anos feitos de horas e momentos como os meus... os teus... os nossos momentos...
Cada grão de chão onde me afundo abraça-me e acaricia o que resta dos destroços perdidos do meu amor próprio...
Procuro a mão que me estendes... firme e decidida... ao mesmo tempo que observo nos teus olhos uma mescla de sonhos sonhados,desejos tangentes de realidades virtuais onde tu e eu nos misturamos com a paixão quente e molhada de uma noite adivinha de tantas outras...
Divide-se em súplicas a estrada que ruma os nossos destinos...
É imaculada e intocável a tela pintada abruptamente com o branco sal derramado em todas as lágrimas que nunca chegaram a secar e os sombrados pincelados e esculpidos a vermelho em cada emoção desperdiçada nos nossos corações...
Talvez... Desta vez...
A razão se sobreponha amontoada nos recantos da nossa imaginação
e quem sabe possam as chuvas de outono fazer brotar novos sentimentos vivos sem a camuflagem de emoções estéreis...
...mas perdoa-me se não conseguir...
tou a tentar,mas não sei se consigo,
a dor é profunda demais e as fridas ainda estão muito ao de cima...
deixa o amanhã viver...
não me peças tudo mas sim pede-me pouco duma vez....

Esqueçe tudo que sabes...porque eu não sei...


Eu não te peço o impossível, somente o tempo que tu tens para dividir, pois eu não divido minhas horas em minutos com ninguém.

Eu somente as separo em palavras intercaladas por silêncios, nos altos e baixos da vida, em correntes de momentos que nunca morrem no mar.

Eu perdi pelo vento o meu medo de amar.

Entendo que sendo o único a não saber, posso somente sentir, e nada mais.
Posso afastar o impulso da pura intenção, posso repartir contigo minha imensa solidão.
Posso transbordar um cálice de lágrimas, para que evaporem no céu inclemente dos trópicos, restando somente o sal de mim.
Ninguém disse que era fácil se ter ao simples, se descobrir na ponta de um sorriso e se afirmar no extremo de um abismo, mas isso tudo eu fiz.
Eu caminhei sentido por tantos destinos, e descansei em vários círculos de paraísos perdidos, mas nunca deixei de acreditar que os remédios mais amargos são curas concentradas para quem nunca soube que o doce não faz mal.
Não peso todas essas consequências, ninguém sabe onde vamos parar no fim.
Por isso, esqueçe tudo que sabes.
Porque eu não sei.

Quinta-feira, Novembro 16, 2006

Olha-te para o espelho...



São seres humanos ou serão monstros, que se cruzam nos nossos caminhas, nas nossas vidas.
Pessoas que são como vendedores que demonstram um produto para ser comercializado, assim tambem ha pessoas nas nossas vidas, que falam muito, prometem mil e umas ofertas mas...... e fazer? ajudar?
Podem ajudar, falar, estar mas... será o suficiente?
Solidão, o estar só.
Muitas vezes queremos estar só e não nos deixam.
Nem respirar podemos.
Todos gostamos de mimos, carinhos de estar juntos, mas nem sempre podemos.
Pena que haja pessoas que não percebam isso e que pensem que nos estamos a afastar.
Quantas pessoas se afastam das pessoas mais queridas para não as magoarem?
Todos erramos, ofendemos, falhamos mas... tudo tem uma explicação.
Temos que ver onde erramos e tentar corrigi-lo,
mas acima de tudo assumi-los perante as pessoas que magoa-mos.
Infelizmente ainda ha pessoas ou monstros,
o que a gente possa chama-las, que ainda não aprenderam a olharem-se para si mesmas em vez de comentarem ou criticarem os outros.
Ficam muito ofendidas quando alguem lhe diz alho ou bugalho.
Não será pior uma pessoa que não sabe assumir os seus erros e que só se faz de santinho/a?
Pois a essas pessoas ha uma solução...
Olhem para o espelho e aprendam a a assumir os seus erros em vez de se passarem por santos/as.

quero mais que mil e uma noites...


Mil e uma noites suspensas no tempo,
consumidas num suspiro quente…
E era ao crepúsculo de um suave amanhecer
que tantas e tantas vezes chegava o sol cálido
que nos tomava num abraço dolente,
como se tu e eu fossemos parte de todas as coisas do mundo.

E essas noites nunca terminaram,
e que bem sabe, mesmo não estando tu aqui,
poder abraçar-te nos meus braços!

Quinta-feira, Novembro 09, 2006

hoje eu vou fingir...mas é a ultima vez...porque amanhã não tou aqui...porque o que eu quero é ser feliz...

Flutuo, consigo deslindar o meu gosto sem esforço
Balanço é o que a maré me dá e eu não contesto
O meu destino está fora de mim e eu aceito
Sou eu despida de medos e culpas, confesso

Hoje eu vou fingir que não vou voltar
Despeço-me do que mais quero
Só para não te ouvir dizer que as coisas vão mudar
amanhã
Flutuo, consigo deslindar o meu gosto sem esforço
Balanço é o que a maré me dá e eu não contesto
Amanhã, pensar nisso sempre me dá mais jeito
Fazer de mim pretérito mais que perfeito

Hoje eu vou fingir que não vou voltar
Despeço-me do que mais quero
Só para não te ouvir dizer que as coisas vão mudar
amanhã, amanhã
Hoje eu vou fugir para não me dar a vontade de ser tua
Só para não me ouvir dizer que as coisas vão mudar
amanhã, amanhã, amanhã
Flutuo

Terça-feira, Novembro 07, 2006

Garganta

Minha garganta estranha quando não te vejo

me vem um desejo doido de gritar.

Minha garganta arranha a tinta e os azulejos

do teu quarto, da cozinha, da sala de estar.

Venho madrugada perturbar teu sono

como um cão sem dono me ponho a ladrar.

Atravesso o travesseiro,

te reviro pelo avesso,

tua cabeça enlouqueço,

faço ela rodar.

Sei que não sou santa, as vezes vou na cara dura,

as vezes ajo com candura pra te conquistar.

Mas não sou beata, me criei na rua,

e não mudo minha postura só pra te agradar.

Vim parar nessa cidade, por força da circunstância,

sou assim desde criança, me criei meio sem lar.

Aprendi a me virar sozinha

e se eu tô te dando linha é pra depois te...

Aprendi a me virar sozinha...

e se eu tô te dando linha é pra depois te abandonar.

Sexta-feira, Novembro 03, 2006

...kiss me...

Kiss me out of the bearded barley.

Nightly, beside the green, green grass.

Swing, swing, swing the spinning step.

You wear those shoes and I will wear that dress.

kiss me beneath the milky twilight.

Lead me out on the moonlit floor.

Lift your open hand.

Strike up the band and make the fireflies dance,

Silver moon's sparkling.

So kiss me.

Kiss me down by the broken tree house.

Swing me high upon its hanging tire.

Bring, bring, bring your flowered hat.

We'll take the trail marked on your father's map.

So kiss me...

...no teu ouvido eu sussuro...


Não existe grande segredo escondido...

Ou a grande hora derradeira...

Existe aqui o perfume de madeira...

A vontade de viver o de repente...

De se dizer com tacto o que se sente...

A quem segura iminente a tua mão...
E às vezes tudo parece que se desmancha...

Que o mundo te passa...

E tudo te cansa...

Que o que se sente não importa...

E não há tempo pra sorrir...
Olha bem que os minutos avançam...

E os melhores passam mais rápidos...

Mas deixam as marcas mais duradouras...

No teu coração que finge dormir...
E no teu ouvido eu sussurro...

Uma verdade difícil de ser ouvida...

Estou aqui para te dar a mão...

Seja a raiva que passou...

Ou os sorrisos que virão...
Estou aqui pra te abraçar...

Chamando estrelas pra conversar...

Pelas noites que vêm e vão...
Seja pela tristeza que acabou...
Plo fim do Inverno...

Ou pelo início do Verão...